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Presidente de TV foi preso por discurso contra Chávez

O presidente da Globovisión, Guillermo Zuloaga, preso hoje na Venezuela, foi detido por comentários feitos contra o presidente Hugo Chávez. As declarações ocorreram durante reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), no fim de semana, em Aruba, afirmou a promotora geral Luisa Ortega Díaz.

AE-AP, Agencia Estado

25 de março de 2010 | 20h27

Além da prisão de Zuloaga, também foi detido hoje o deputado dissidente Wilmer Azuaje. De acordo com a presidente da Assembleia Nacional, Cilia Flores, o político foi preso em flagrante, mas ela não disso por qual crime.

Já no caso de Zuloaga, a promotora disse que ele foi preso a pedido do Ministério Público, porque, segundo a promotora, ele iria abandonar o país e procurava evitar um processo penal. Zuloaga foi detido no aeroporto da cidade de Punto Fijo, Estado de Falcón (noroeste do país), quando estava pronto para tomar um voo privado até uma ilha do Caribe, informou uma funcionária.

Segundo Ortega Díaz, a investigação teve início por solicitação de um grupo de congressistas ligados ao governo, porque "eles consideram que as expressões usadas em um fórum internacional contra o presidente da República foram ofensivas e desrespeitosas". Zuloaga teria questionado ações executadas pelo governo de Chávez no fracassado golpe de 2002.

O empresário considerou sua detenção como um "atropelo" e afirmou que não tinha conhecimento de que a Promotoria havia iniciado uma investigação por causa de suas declarações realizadas na assembleia da SIP. "Não tenho nenhuma intenção de sair da Venezuela, nem agora nem no futuro. Estava saindo para viajar e voltar hoje como tenho feito várias vezes", acrescentou.

Ao ser consultado sobre as declarações que fez na reunião, Zuloaga disse que "não falou nada que pudesse ser descrito como um delito".

Políticos dissidentes

A presidente da Assembleia Nacional, Cilia Flores, disse à televisão estatal que o deputado dissidente Wilmer Azuaje "foi detido pela polícia judicial", mas não ofereceu detalhes sobre as razões da prisão. "Em nossa Constituição também está estabelecida a imunidade aos deputados da Assembleia Nacional, mas essa imunidade não implica numa permissão para cometer um delito e que se fique impune", acrescentou.

O presidente, os deputados, os governadores e os prefeitos gozam de imunidade de acordo com a Carta Magna. A medida de proteção só pode ser levantada por uma decisão do Tribunal Supremo de Justiça pela via de um julgamento de mérito.

Nesta semana, o político da oposição Oswaldo Alvarez Paz também foi detido por comentários feitos em um talk-show da Globovisión em 8 de março. Alvarez Paz foi acusado de conspiração, divulgação de falsos rumores e incitação pública ao crime, após ter dito que a Venezuela virou um santuário para traficantes de drogas.

Ele também apoiou acusações feitas por um juiz espanhol de que o governo da Venezuela cooperou com a organização terrorista ETA (Pátria Basca e Liberdade) e com a guerrilha de esquerda da Colômbia. Chávez desmentiu as acusações e disse que elas são mentiras. Alvarez Paz manteve o que disse e nega ter infringido a lei.

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