Siphiwe Sibeko/Reuters
Siphiwe Sibeko/Reuters

Presidente deve se reeleger na Angola, aponta prévia

Com 58% das urnas apuradas, partido de José Eduardo dos Santos tem 74% dos votos

Álvaro Campos, Agência Estado

01 de setembro de 2012 | 15h02

LUANDA - O partido Movimento Popular de Libertação da Angola (MPLA), do atual presidente José Eduardo dos Santos, aparece com uma ampla vantagem na primeira parcial dos resultados da eleição realizada na sexta-feira, 31. Segundo Júlia Ferreira, porta-voz da Comissão Eleitoral Nacional, com 58% das urnas apuradas, o MPLA aparece com 74% dos votos. O Unita, principal força da oposição, tem apenas 18%, seguido do recém-criado Casa, com 4,5%.

Os angolanos votaram na sexta-feira para eleger os 220 membros do Parlamento, sendo que o líder do partido mais votado assume a presidência do país. Santos, que já está no poder há 33 anos, pode se reeleger para outro mandato de cinco anos.

Essa foi apenas a segunda eleição na Angola desde o fim da guerra civil, em 2002. A emissora estatal de televisão veiculou imagens de pessoas votando em mais de 10 mil escolas, que ficaram fechadas por um mês para poderem se preparar para a eleição. "A votação ocorreu de maneira ordenada em todo o território nacional", dizia a manchete do estatal Jornal de Angola.

Quase 9,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar, mas a participação na eleição não é obrigatória. Nas eleições de 2008, cerca de 87% dos eleitores participaram. Desta vez a apuração começou pouco após o fim da votação, mas o processo deve levar vários dias, pois muitas urnas precisam ser transportadas de regiões remotas do país.

O MPLA tem atualmente 191 das 220 cadeiras do Parlamento. Pesquisas apontam que o principal partido de oposição, o Unita, pode crescer um pouco este ano, conquistando o voto de eleitores que reclamam da falta de democracia e da desigualdade social.

Pouco depois da independência da Angola, em 1975, teve início uma guerra civil, que durou até 2002 e terminou com a morte, em combate, do líder histórico do Unita, Jonas Savimbi. Desde então o movimento abandonou as armas e aderiu ao processo político, mas reclama de fraudes nas eleições. As informações são da Dow Jones.

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