Presidente do Banco Central do Equador pede calma à população

Dirigente alerta que sair às ruas para sacar dinheiro é colocar-se sob riscos desnecessários

Reuters

30 de setembro de 2010 | 13h29

QUITO - O presidente do Banco Central do Equador, Diego Borja, pediu nesta quinta-feira, 30, que a população mantenha a tranquilidade e não retire dinheiros dos bancos. As declarações foram feitas em meio a protestos da polícia e do Exército, que tomaram um quartel e o aeroporto de Quito para protestar contra reformas do governo.

 

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"O pior que se pode ser feito no momento é entrar em pânico e sacar dinheiro. É se colocar sob risco, pois pode-se sair na rua e sofrer um assalto", disse Borja em entrevista ao canal estatal do Equador.

 

Com as forças de segurança concentradas em protestar contra o presidente Rafael Correa, as ruas de Quito não dispõem de efetivo para coibir a criminalidade. Foram registrados roubos nas últimas horas na capital equatoriana.

 

Centenas de policiais e oficiais do Exército ocuparam o principal quartel e o aeroporto de Quito. Com queima de pneus e bombas de gás lacrimogêneo, os oficiais tomaram o Regimento de Quito e destacamentos policiais em Guayaquil e outras cidades.

 

As estradas de acesso à capital estão fechadas. Segundo a televisão local, o aeroporto da capital está fechado após militares tomarem a pista para protestar.

 

Correa propôs ao Congresso uma lei de austeridade para diminuir a burocracia estatal e cortar privilégios de alguns setores do funcionalismo. Deputados do próprio partido do presidente, a Aliança para o País, são contrários à reforma.

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