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Presidente do Chade resiste a ataques de rebeldes

Tropas leais ao presidente do Chaderesponderam aos tiros dos rebeldes que cercavam o paláciopresidencial no domingo, e o governo disse que ter conseguidodebelar um ataque de forças sudanesas no leste do país, que foitido como "uma declaração de guerra". Na capital N'Djamena, helicópteros do governo e tanquesdefendiam o fortificado complexo presidencial de Idriss Debycontra rebeldes armados que atiravam da caçamba de camionetes eque chegaram à cidade no sábado. Na fronteira do Chade com o Sudão, na região conflituosa deDarfur, leste do país, o Exército afirmou ter respondido aataques terrestres e aéreos na cidade fronteiriça de Adreefetuados por uma força mista de militares sudaneses, rebeldesaliados e outras milícias. O ministro de Minas e Energia de Deby, general Mahamat AliAbdallah Nassour, classificou o ataque de Adre como "umadeclaração de guerra" pelo Sudão, em comentários à Radio FranceInternational. O governo sudanês negou as acusações do país vizinho de terapoiado a ofensiva realizada por uma aliança de insurgentes doChade, que acusam Deby de corrupto e ditatorial. O ataque rebelde, segundo a atingir a capital do Chade emquase dois anos, levou a França e outros governos estrangeirosa retirarem rapidamente seus cidadãos que trabalham no ramopetrolífero no país, que tem um histórico de guerras e golpes. Apesar de não haver dados detalhados sobre mortos eferidos, a Radio France International citou pronunciamento demembros dos Médicos Sem Fronteiras estimando que centenas depessoas haviam se ferido nos dois dias de conflitos de rua. Autoridades do Chade culparam o Sudão pelos tumultos,dizendo que Cartum estava tentando sabotar a iminente chegadade tropas da União Européia ao leste do Chade, que estádestinada a proteger milhares de refugiados e trabalhadoresassistenciais. Estrangeiros e moradores locais em N'Djamena disseram quetiros de armas pesadas e metralhadoras foram ouvidos durante amadrugada próximo ao palácio presidencial, a oeste da capitalàs margens do rio Chari. Eles viram também fumaça no céu. "A cidade está cortada em duas. Os rebeldes ocupam o oeste,e as forças do governo, o leste", disse o repórter da ReutersMoumine Ngarmbassa, em N'Djamena. "Esse conflito vaicontinuar", afirmou. Durante as lutas, detentos fugiram de uma grande cadeia, ehouve saques na cidade.

MOUMINE NGARMBASSA, REUTERS

03 de fevereiro de 2008 | 20h16

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