Presidente do Chile pede renúncia de todos seus ministros

Bachelet, cuja popularidade caiu para 31%, disse em entrevista na TV que este é o momento de fazer uma reforma em seu gabinete

O Estado de S. Paulo

06 de maio de 2015 | 23h37

SANTIAGO - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, afirmou ontem à noite no Canal 13 que pediu a todos os ministros que renunciem e tomará em 72 horas a decisão sobre quem ficará em seu gabinete e quem será substituído.

Bachelet disse que os ministros foram informados da decisão ontem, antes que ela fosse revelada na entrevista com o âncora Mario Kreutzberger. “Considerei fazer uma avaliação de minha gestão e qual será a equipe que me acompanhará em um novo ciclo”, disse a presidente. Ela acrescentou que este é o momento para fazer uma reforma de gabinete e trazer gente nova.

“A decisão foi tomada, pois considerei necessário fazer uma avaliação de múltiplos elementos”, acrescentou. Pesquisa divulgada ontem indica que a popularidade de Bachelet caiu para 31%. Quando ela foi eleita, em dezembro de 2013, tinha 62% de aprovação. 

A queda de popularidade ocorre em meio a desastres e um escândalo de corrupção. Seu filho, Sebastián Dávalos Bachelet, e sua nora, Natalia Compagnon, foram acusados de uso “de informação privilegiada” após um milionário negócio imobiliário feito pela empresa da qual Natalia tem metade da propriedade. A presidente disse que a decisão não foi tomada antes em razão das emergências no Atacama (que sofreu inundações) e pela erupção do vulcão Calbuco. / EFE

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