AP Photo/Olivier Matthys
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Presidente do Conselho Europeu diz que já sente saudade dos britânicos

Em reação à formalização do início das negociações para que o Reino Unido deixe a União Europeia, Donald Tusk diz que 'não há razões para fingir felicidade', mas promete minimizar custos do Brexit para membros do bloco

O Estado de S.Paulo

29 de março de 2017 | 10h11

BRUXELAS - O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, fez um discurso na sede do órgão nesta quarta-feira, 29, pouco após receber a carta assinada pela premiê britânica, Theresa May, oficializando o pedido do país para deixar o bloco e afirmou "não haver razões para fingir que está feliz".

"Mas há algo positivo sobre o Brexit - este processo nos deixou mais determinados e mais unidos do que nunca", afirmou Tusk, garantindo ainda que o bloco continuará mais conciso durante as "difíceis negociações que estão por vir".

O presidente do mais alto órgão político da União Europeia disse ter confiança em seu "sólido mandato para proteger os interesses dos outros 27 (países do bloco)". "Nosso objetivo é claro: minimizar os custos para os cidadãos da UE, para as empresas no bloco e para os Estados-membros."

Ao encerrar sua manifestação, Tusk disse que o Conselho Europeu divulgará ainda nesta quarta-feira uma nota oficial sobre o Brexit e, até sexta-feira, compartilhará com os membros do bloco os guias que balizarão as negociações com o Reino Unido.

"O que posso adicionar?", questionou. "Nós já sentimos saudade (dos britânicos). Muito obrigado e adeus."

Unidade. O ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, ressaltou que sua prioridade nas negociações do Brexit será garantir a unidade dos 27 membros da UE, seguir avançando na integração e manter uma relação amistosa com Londres.

Gabriel definiu a postura de Berlim contra o Brexit em uma declaração aos veículos de imprensa pouco depois de o governo britânico invocar oficialmente o artigo 50 do Tratado de Lisboa.

"Para a Alemanha é um claro fio motor para as negociações que a Europa dos 27 permaneça unida. Não só iremos garantir o grande projeto de unidade europeu, mas seguiremos desenvolvendo e nos preparemos também para as próximas tempestades", afirmou.

Gabriel afirmou que a UE teve tempo nos nove meses que passaram desde o referendo de junho para saber "o que quer" e o bloco tem agora "uma posição negociadora clara e diferenciada". "Deveríamos fazer todo o possível para manter também no futuro relações boas e amistosas com Londres", afirmou o chefe da diplomacia alemã. / REUTERS e EFE

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