Presidente do Curdistão critica premiê iraquiano

O presidente da região semiautônoma do Curdistão iraquiano, Massud Barzani, disse nesta terça-feira que o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, está monopolizando o poder e construindo um exército que é leal apenas a ele. Barzani sinalizou que os curdos iraquianos manterão sua aliança com os árabes xiitas do Iraque, mas não com al-Maliki.

AE, Agência Estado

20 de março de 2012 | 19h46

"Existe uma tentativa de montar um exército de um milhão de soldados cuja lealdade é apenas para com uma única pessoa", disse Barzani, presidente do Curdistão, em discurso em Irbil, informou a agência France Presse (AFP). Barzani disse que al-Maliki espera a chegada de caças de combate F-16, comprados dos Estados Unidos, para testar novamente "suas possibilidades" contra os peshmerga (milicianos curdos). Al-Maliki encomendou 36 caças F-16 nos EUA.

"Onde, em qualquer lugar do mundo, pode a mesma pessoa ser o primeiro-ministro, o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, o ministro da Defesa, o ministro do Interior, o chefe da espionagem e o chefe do conselho de segurança nacional?" questionou Barzani, ao desfilar os cargos acumulados por al-Maliki. O premiê iraquiano não indicou ministros para a Defesa e o Interior, cujas pastas estão vagas há dois anos.

Além da disputa política, os curdos assinaram contratos para exploração de petróleo com empresas ocidentais em seu território que não foram reconhecidos pelo governo de Bagdá. Os curdos também querem que a cidade de Kirkuk, parcialmente habitada por árabes, faça parte da sua região semiautônoma. O governo de Bagdá é contra.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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