Presidente do Egito chega a acordo com procurador

O general Abdel-Meguid Mahmoud chegou a um acordo com o presidente do Egito, Mohammed Morsi, por meio do qual conseguiu manter-se no posto de procurador-geral. O acordo encerra um impasse que levou a acusações de que o executivo estaria tentando interferir no judiciário egípcio.

AE, Agência Estado

13 de outubro de 2012 | 19h29

Na última quinta-feira, Morsi recomendou a Mahmoud que renunciasse, em uma aparente tentativa de aplacar o descontentamento do público pela absolvição de integrantes do governo deposto em fevereiro do ano passado, acusados de orquestrar a brutal repressão ao levante popular contra o ex-ditador Hosni Mubarak.

Morsi teve de se limitar a recomendar a Mahmoud que tomasse a iniciativa de renunciar ao posto, porque a lei egípcia impede o presidente de demitir o procurador-geral. Ao pedir a Mahmoud que renunciasse, Morsi ofereceu a ele o posto de embaixador egípcio no Vaticano. Mas o general não acatou o pedido do presidente.

O apoio à demissão de Mahmoud, um general indicado para o cargo de procuradoria-geral por Mubarak, era elevado entre os egípcios, mas o pedido de Morsi na quinta-feira levou diversos juízes a acusarem o presidente de tentar interferir na atuação do judiciário.

Hoje, o vice-presidente Mahmoud Mekki disse a jornalistas que, depois de uma reunião, o presidente e o procurador-geral chegaram a um acordo após um pedido do Conselho Judiciário Supremo para que Morsi retirasse o pedido. Depois da reunião, o general disse à Associated Press que o "mal-entendido" com Morsi estava solucionado.

Mekki, por sua vez, rechaçou as acusações de que Morsi estaria tentando interferir no judiciário e afirmou que a intenção do presidente era preservar de críticas a procuradoria-geral. Ainda de acordo com Mekki, Morsi fez a recomendação depois de ter entendido inicialmente que Mahmoud estava de acordo com a renúncia. As informações são da Associated Press.

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