Presidente do Egito culpa o Iraque pela crise

À medida que os líderes de Egito e Arábia Saudita anunciavam a seus cidadãos a iminência de uma guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, representantes de Jordânia, Irã e Paquistão protagonizavam os esforços finais para discutir a possibilidade de uma solução pacífica para crise iraquiana.Durante um pronunciamento na televisão nesta quarta-feira, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, acusou o Iraque pela guerra iminente."Minha esperança é a de que o governo iraquiano perceba a seriedade da situação na qual se colocou - e a nós também - e que as diferentes forças internacionais atentem para a perigosa repercussão de uma ação militar que afete a segurança e a estabilidade no Oriente Médio, assim como a segurança e a estabilidade do mundo como um todo", comentou o presidente egípcio.Essa percepção dissemina-se cada vez mais, conforme as nações do Oriente Médio resignam-se à probabilidade da guerra e a possíveis problemas internos - inclusive conflitos - que podem derivar da ação liderada pelos EUA contra o Iraque.Mubarak disse que o governo e o povo egípcios compartilham a responsabilidade de "proteger nossa frente interna. Trabalharemos juntos para manter nossa segurança nacional".Mubarak prometeu que manteria o Canal de Suez aberto para navios de guerra dos Estados Unidos e seus aliados.Enquanto isso, o primeiro-ministro da Jordânia, Ali Abul-Ragheb, partiu para um encontro de última hora com o príncipe-herdeiro saudita Abdullah, informou a agência de notícias Petra. Os dois deveriam discutir os atuais "desdobramentos na região, especialmente aqueles relacionados ao Iraque e às repercussões de uma esperada ação militar" contra Bagdá, informou a agência de notícias.O ex-chanceler iraniano Ali Akbar Velayati reuniu-se no Paquistão com o presidente, general Pervez Musharraf, para discutir a guerra, disse Sayed Hussein Tehrani, adido consular da Embaixada do Irã.Ambos os países declararam-se favoráveis a uma solução pacífica para o impasse. O Paquistão, no entanto, parou antes de criticar a postura de Washington, seu atual aliado.Na noite de ontem, o príncipe Abdullah leu uma declaração do rei Fahd na televisão saudita garantindo que as forças armadas do país não entrarão no Iraque em nenhuma circunstância."Rejeitamos com veemência a violação da unidade, da independência, dos recursos e da segurança interna do Iraque, assim como sua ocupação militar. Nossa posição já foi informada aos Estados Unidos da América", dizia o comunicado. O noticiário até 18/3/2003Veja o especial :

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