Reuters
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Presidente do Egito monta comissão para investigar massacre no Cairo

Confrontos entre manifestantes e forças de segurança nesta segunda deixaram ao menos 42 mortos e mais de 300 feridos

EFE

08 de julho de 2013 | 09h56

CAIRO - O presidente interino do Egito, Adly Mansour, formou uma comissão judicial para investigar os incidentes desta segunda-feira, 8, Ocorridos em frente ao quartel-general da Guarda Republicana, no Cairo, que terminaram com pelo menos 42 pessoas mortas.

Em comunicado, a Presidência pediu aos manifestantes que se afastem "dos centros vitais e das instalações militares" do país e insistiu que todas as partes devem se controlar para que a segurança nacional seja a prioridade e para que o período transitório termine o mais rápido possível.

O presidente egípcio pediu que essa comissão judicial divulgue os resultados de sua investigação para a opinião pública.

No comunicado, a Presidência expressou sua "profunda tristeza" pela morte de civis nos fatos, que segundo esta instituição, ocorreram após uma tentativa de invasão da sede da Guarda Republicana.

Além disso, disse que a manifestação de forma pacífica é um direito de todos os cidadãos, sob a proteção do Estado.

O exército egípcio assegurou que a Guarda Presidencial foi alvo de um ataque por parte de um "grupo terrorista", e convocou uma entrevista coletiva às 14h30 locais (9h30 de Brasília) para oferecer mais detalhes.

No entanto, membros da Irmandade Muçulmana apresentaram vídeos e cápsulas de projéteis para demonstrar que os seguidores islamitas foram alvos de disparos do exército durante os acontecimentos desta madrugada no Cairo.

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