Suliman el-Oteify/AP
Suliman el-Oteify/AP

Sisi qualifica de ‘propaganda’ a reivindicação do EI sobre queda de avião

Para Abdel Fattah al Sisi, afirmação do EI é ‘apenas uma maneira da causar danos à estabilidade e à segurança do Egito’

O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2015 | 08h47

CAIRO - O presidente do Egito, Abdel Fattah al Sisi qualificou nesta terça-feira, 3, de “propaganda” a afirmação de que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) foi o responsável pelo acidente aéreo na Península do Sinai, no Egito.

“A propaganda de que o avião caiu por culpa do EI é somente uma maneira de causar danos à estabilidade e à segurança do Egito e de suas margens”, disse Sisi.

A afirmação coincide com a do diretor nacional de inteligência dos EUA, James Clapper, que garantiu na segunda-feira ser “pouco provável” que o grupo extremista estivesse envolvido na tragédia.

Um Airbus A-321 da companhia russa MetroJet, nome comercial da empresa Kogalymavia, que fazia a rota entre o balneário egípcio de Sharm el-Sheikh e São Petersburgo, se desintegrou no ar 23 minutos após decolar no sábado, causando a morte de todos os 224 passageiros.

“Acreditem em mim, a situação no Sinai está totalmente controlada”, garantiu o presidente egípcio.

Rússia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a a jornalistas nesta terça-feira que não se deveria ligar a estratégia militar russa na Síria aos resultados da investigação sobre a queda do avião.

No sábado, um grupo militante egípcio afiliado ao EI afirmou que derrubou o avião "em resposta a ataques aéreos russos que mataram centenas de muçulmanos em terras sírias". No entanto, o ministro dos Transportes da Rússia, Maxim Sokolov, rejeitou a acusação, dizendo que "não podem ser consideradas precisas".

A Rússia, aliada do presidente sírio, Bashar Assad, iniciou em 30 de setembro ataques aéreos contra os grupos da oposição na Síria, incluindo o EI. A Península do Sinai, onde o avião caiu, é palco de uma insurgência de militantes ligados ao grupo extremista, que já mataram centenas de soldados e policiais egípcios, além de terem atacado alvos ocidentais nos últimos meses. Até agora, não há indícios de que os militantes da área tenham mísseis capazes de atingir um avião a 30.000 pés. /AFP e REUTERS

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