Rodrigo Buendia/AFP
Rodrigo Buendia/AFP

Presidente do Equador critica prisão de opositores na Venezuela

Líder de país tradicionalmente próximo da Venezuela, Lenín Moreno defende democracia direta como melhor maneira de solucionar crise em Caracas

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2017 | 11h36

QUITO - Em mais um sinal de divergência com seu antecessor, Rafael Correa, o presidente do Equador, Lenín Moreno, disse na noite de segunda-feira, 14, estar preocupado com a quantidade de presos políticos na Venezuela, apesar de ressaltar que seu país não se envolve nas questões internas de outros países.

Nos dez anos de governo de Correa, que deixou o cargo neste ano, o país foi o principal aliado de Caracas na Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), criada pelo presidente Hugo Chávez. 

"É conhecida e preocupante a situação que atravessa a república irmã da Venezuela. Acima de qualquer direito e ideologia, a vida é sagrada. A morte de qualquer ser humano deve ser rechaçada", disse Moreno. ". Nos preocupa também a quantidade de presos políticos. Na democracia, os problemas são solucionados por meio do diálogo."

Um balanço divulgado na sexta-feira pela ONG Foro Penal Venezuelano, ligada à oposição ao chavismo, contabilizou 676 presos políticos desde que começaram os protestos na semana passada. A entidade denunciou também uma onda de perseguição de prefeitos opositores. 

Moreno ainda disse que o melhor mecanismo para solucionar os problemas de um país é a democracia direta - o chavismo adia as eleições previstas em seu calendário desde a derrota para a oposição em 2015 e organizou uma votação para a Assembleia Constituinte cujas regras lhe favorecia.

O governo venezuelano ainda não comentou as declarações de Moreno. / EFE

 

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