REUTERS/Henry Romero
REUTERS/Henry Romero

Presidente do Equador diz que 54 pessoas foram resgatadas vivas após sismo

Em visita às áreas afetadas pelo terremoto de sábado, Rafael Correa observou os danos causados, conversou com afetados e cumprimentou as equipes de resgate nacionais e internacionais

O Estado de S. Paulo

20 Abril 2016 | 09h43

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, informou na terça-feira que 54 pessoas foram resgatadas com vida após o terremoto que no sábado atingiu a região litorânea do norte do país, onde já foram contabilizados ao menos 480 mortos e 4.027 feridos, além de 231 desaparecidos.

Correa fez este balanço em declarações a jornalistas durante uma nova visita às áreas afetadas pelo tremor, onde observou os danos causados, conversou com afetados e cumprimentou as equipes de resgate nacionais e internacionais que trabalham na região.

O presidente agradeceu "muitíssimo ao mundo inteiro" pela solidariedade demonstrada ao Equador e comentou que "toda a América Latina" mostrou seu respaldo, além de governos de países como Espanha e Estados Unidos: "O presidente Obama acaba de me ligar", comentou.

Segundo a agência pública de notícias "Andes", o governante cifrou em US$ 3 bilhões as perdas causadas pelo terremoto. "As perdas são multimilionárias, eu calculo, a grosso modo, em US$ 3 bilhões, 3% do Produto Interno Bruto (PIB), e isso significa uma reconstrução de anos. É uma luta longa, por isso peço que vocês não desanimem", ressaltou Correa.

O presidente equatoriano lamentou a perda de vidas humanas e disse que, em proporção de habitantes, a cidade de Canoa, no norte, é a mais golpeada pelo sismo, pois 80% desse balneário desapareceu. "É uma cidade fantasma", comentou, ao reconhecer as dificuldades que existem para chegar a este ponto do litoral equatoriano.

Nas áreas mais afetadas pelo terremoto de 7,8 graus de magnitude continua a busca de pessoas entre os escombros.

O terremoto aconteceu às 18h58 do sábado (horário local, 20h58 de Brasília), entre os balneários litorâneos de Cojimíes e de Pedernales, na província de Manabí e contígua com a vizinha Esmeraldas. 

Após o desastre, o governo equatoriano declarou estado de emergência nas províncias de Esmeraldas, Manabí, Guayas, Santo Domingo de los Tsáchilas, Los Ríos e Santa Elena, assim como o estado de exceção em todo o território nacional. / EFE

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