Presidente do Equador pede união em defesa da democracia

O presidente do Equador, Alfredo Palacio, acossado por grandes protestos indígenas, pediu a seus compatriotas que "protejam a democracia" ameaçada, segundo disse, por interesses políticos que buscam desestabilizar o país. "Concidadãos, hoje os convoco a cerrar fileiras para proteger a democracia", implorou Palacio em mensagem televisado à nação, na qual denunciou "a culminação de uma impostura política que pretende, perversamente, a dissolução nacional". A mensagem de Palacio se dá em um momento em que a Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie) anunciou a radicalização do protesto que convocou desde segunda-feira passada contra o Tratado de Livre-comércio (TLC) com os Estados Unidos e a saída do país da companhia petrolífera americano Ocidental (Oxy). Segundo Palacio, os pedidos da Conaie "são claras palavras de ordem políticas", e disse que "não existe nenhuma explicação" para a efervescência social. Embora não tenha esclarecido quais setores pretendem a "dissolução nacional", Palacio assegurou que "está sendo fomentado um ambiente de caos, que pode ser terreno propício para novas rupturas constitucionais e golpes de Estado". Mais de 25.000 indígenas, segundo a Conaie, bloquearam as principais estradas da serra andina do Equador, o que começou a causar o desabastecimento e encarecimento dos alimentos nas principais cidades. Palacio insistiu que o TLC com os Estados Unidos só será assinado se a negociação tiver condições vantajosas para o país. Ele acrescentou que não aceitará que no tratado sejam incluídas normas que possam afetar a segurança alimentar, a saúde e a vida dos equatorianos.

Agencia Estado,

16 Março 2006 | 02h50

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