Reuters /Daniel Tapia
Reuters /Daniel Tapia

Presidente do Equador suspende mediação em conversações com ELN

Negociações entre governo colombiano e guerrilheiros estavam sendo realizadas em Quito

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2018 | 22h28

BOGOTÁ - O presidente do Equador, Lenín Moreno, afirmou ontem que ordenou que sua chanceler, María Fernanda Espinosa, suspendesse a mediação do país nas conversações de paz entre o governo colombiano e a guerrilha Exército de Liberdade Nacional (ELN), que são realizadas em Quito.

“Solicitei à chanceler do Equador que suspenda essas conversações, que retire nossa condição de fiador desse processo de paz, enquanto o ELN não se comprometer a deixar de realizar atividades terroristas”, disse Moreno, em entrevista à emissora RCN. 

Ao ser questionado sobre a partir de que momento essa decisão teria efeito, Moreno respondeu que imediatamente e garantiu que o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, já havia sido informado. 

O governo colombiano não se manifestou ontem sobre as declarações de Moreno. Os diálogos entre Bogotá e o ELN ocorrem em Quito desde fevereiro de 2017 e foram suspensos temporariamente este ano após uma onda de ataques terroristas da guerrilha em diferentes partes da Colômbia. 

Sequestros. Moreno afirmou que a decisão foi tomada ontem e acrescentou que é “irrevogável”. O ordem foi tomada em um momento de tensão na fronteira entre Colômbia e Equador, onde uma dissidência das Farc, a Frente Oliver Sinisterra, liderada por Walter Patricio Arizala, conhecido como “Guacho”, cometeu diferentes atentados em território equatoriano – em um deles, morreram quatro militares. 

A mesma dissidência das Farc sequestrou uma equipe de jornalistas do jornal El Comercio, de Quito – eles foram mortos durante uma tentativa frustrada de resgate, segundo a guerrilha. Os corpos ainda não foram devolvidos. 

Nesta semana, também foram sequestrados os comerciantes equatorianos Vanesa Velasco Pinargote e Oscar Efrén Villacís Gómez. Em um vídeo divulgado pela Frente Oliver Sinisterra, eles pedem ao governo do Equador que negocie sua libertação. / EFE

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