Presidente do Haiti reclama de 'reconstrução desesperadamente lenta'

Michel Martelly pediu mais ajuda à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton

BBC

20 de abril de 2011 | 19h54

Martelly e Hillary no encontro em Washington.

 

WASHINGTON - O presidente eleito do Haiti, o cantor Michel Martelly, disse nesta quarta-feira, 20, que a reconstrução do seu país, após o devastador terremoto de janeiro de 2010, está "desesperadamente lenta". Durante visita a Washington, Martelly disse à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que conta com os EUA para garantir que a ajuda humanitária internacional seja usada de forma eficiente. A diplomata prometeu ajudar o país "até o fim".

Mais de um ano depois do terremoto, centenas de milhares de pessoas ainda moram em tendas e acampamentos improvisados. Desde então, o país teve de enfrentar também uma devastadora epidemia de cólera. "A epidemia, se não for contida - e se os pacientes não forem tratados -, ameaça se estender pelo país inteiro durante a futura temporada de chuvas e furacões", disse Martelly durante coletiva.

"O ritmo da reconstrução é desesperadamente lento. (...) Recebemos US$ 1,2 bilhão de 53 ONGs e, apesar da doação de US$ 1,5 bilhão do governo dos EUA, ainda temos 1,7 milhão de pessoas vivendo em tendas após meses de espera."

Eleições

Martelly venceu o segundo turno do pleito presidencial haitiano, realizado no dia 20 de março, derrotando a ex-primeira-dama Mirlande Manigat. A eleição deveria ter sido realizada em janeiro, mas acabou adiada devido a suspeitas de fraudes no primeiro turno e à recontagem dos votos.

Martelly não tem experiência política, mas sua mensagem de reformas foi bem recebida pelas camadas mais pobres da população.

Hillary disse, durante a coletiva desta quarta, que a eleição deu ao povo haitiano "uma oportunidade de dar voz a seus sonhos para o país". "Cabe agora ao senhor Martelly e a seu governo fazer tudo o que estiver em seu poder para ajudar a realizar esses sonhos", agregou.

 

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