Yahya Arhab/Efe
Yahya Arhab/Efe

Presidente do Iêmen chega à Arábia Saudita para transferir poder

Assinatura do acordo, que deve ocorrer em Riad, é apoiada pelos países do Golfo Pérsico

EFE,

23 de novembro de 2011 | 08h29

RIAD - O presidente iemenita, Ali Abdullá Saleh, chegou nesta quarta-feira, 23, a Riad, capital da Arábia Saudita, para a assinatura do acordo apoiado pelos países do Golfo Pérsico que prevê a transferência do poder no Iêmen, informaram nesta quarta-feira à Agência Efe fontes do governo dos dois países.

 

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A televisão oficial iemenita informou que Saleh comparecerá à assinatura do plano dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e do protocolo para a aplicação do documento, mas não mencionou se o próprio líder pretende assiná-lo.

De Riad, uma fonte do Ministério das Relações Exteriores saudita confirmou à Efe a chegada do presidente do Iêmen para a assinatura do plano.

Em setembro, Saleh havia delegado o vice-presidente iemenita, Abd al-Rab Mansur al-Hadi, para assinar esse plano, mas a televisão oficial do país não informou se ele também viajou à Arábia Saudita.

O enviado especial da ONU para o Iêmen, Jamal Benomar, confirmou nesta terça-feira que a legenda governista Partido do Congresso Popular Geral (PCPG) e a oposição iemenita tinham chegado a um acordo sobre a proposta do CCG para a renúncia de Saleh.

Está previsto que Benomar conceda uma entrevista coletiva nesta quarta-feira em Sana, capital do Iêmen, para dar detalhes sobre a assinatura do acordo.

Há dois dias, o chefe do Conselho Nacional Opositor iemenita, Mohamed Basendwa, revelou à Efe que tinham decidido fixar uma data para dar início ao plano do CCG e confirmou que o vice-presidente Hadi seria o responsável por assiná-lo.

No final de abril, o CCG - integrado pela Arábia Saudita, Omã, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein - elaborou uma proposta para tentar solucionar a crise política no Iêmen, que desde 27 de janeiro é palco de protestos populares contra Saleh.

O plano estipula que Saleh transfira o poder ao vice-presidente em um prazo de 30 dias após a assinatura da iniciativa, ação seguida pela realização de eleições dois meses depois.

O chefe de Estado iemenita anunciou várias vezes que aceitava o plano do CCG, mas sempre voltou atrás no momento de levá-lo adiante.  

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