Presidente do Iêmen melhora e deixa terapia intensiva

Saleh teve queimaduras em 40% do corpo após explosão em Sanaa

Agência Estado

09 de junho de 2011 | 09h22

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, não está mais sob cuidados intensivos, após uma "bem-sucedida" cirurgia na Arábia Saudita, informou nesta quinta-feira, 9, a agência estatal Saba. Saleh deixou seu país no sábado a fim de receber tratamento médico depois de ficar ferido em uma explosão em um ataque na última sexta-feira contra o complexo presidencial em Sanaa, capital iemenita.


 

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Partidários do presidente iemenita dispararam para o ar para celebrar os relatos de que ele retornaria em breve ao país.

 

 

"Ele superou os problemas de saúde depois de uma operação bem-sucedida para remover um estilhaço... Fontes esperam que ele retorne em breve, após completar sua recuperação e tratar algumas queimaduras leves, superficiais", informou um site oficial do governo.

Saleh foi ferido na sexta-feira, numa ação que autoridades árabes e dos Estados Unidos dizem ter sido a explosão de uma bomba colocada em seu palácio, e não foguetes, como se pensou no início. Ele está sendo tratado em Riad, capital da Arábia Saudita.

O site do governo iemenita informou que estão sendo feitos preparativos no país para recepcionar Saleh, que rejeitou apelos internacionais para deixar o cargo e assim encerrar o conflito que vem crescendo após meses de protestos pró-democracia no país.

O site qualificou como "fabricações" as afirmações dos EUA e de autoridades iemenitas de que o estado de Saleh era grave e afirmou que ele estava recebendo tratamento para queimaduras no rosto e teve removidos estilhaços do peito. Na terça-feira autoridades iemenitas haviam dito que Saleh estava com queimaduras em cerca de 40%.

 

Confrontos

 

 

Também hoje, o Ministério da Defesa do Iêmen informou que soldados mataram 12 supostos membros da rede terrorista Al-Qaeda na instável província de Ayban, no sul do país. Segundo o governo, os extremistas morreram em enfrentamentos militares nas áreas dessa província de Doves e Kod. Uma fonte oficial em Ayban informou que militares têm avançado pela capital provincial de Zinjibar, capturada por extremistas na semana passada. O militar falou sob condição de anonimato.

Ontem, o jornal americano The New York Times informou que os Estados Unidos aumentaram o número de ataques contra supostos militantes no Iêmen, com o uso de aviões não tripulados e jatos convencionais de combate. Esse reforço nos ataques ocorreu nas últimas semanas, enquanto o governo de Sanaa tenta manter o controle do país. O jornal diz que os ataques buscam tirar vantagem do crescente vácuo de poder no Iêmen, a fim de manter os militantes no sul e impedi-los de ganhar mais poder.

Milhares de iemenitas, inspirados por levantes em outros países do Oriente Médio, têm realizado protestos diários, desde o fim de janeiro, exigindo a queda de Saleh, que governa a nação há quase 33 anos. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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