Presidente do Iêmen ordena proteção a manifestantes, diz governo

Segundo nota, Saleh instruiu forças de segurança a não entrarem em choque com oposicionistas

REUTERS

24 de fevereiro de 2011 | 09h22

DUBAI - O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, ordenou que suas forças de segurança protejam os manifestantes que exigem o fim dos seus 32 anos de regime, segundo nota divulgada nesta quinta-feira, 24, pelo adido de imprensa iemenita em Washington.

 

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"No final desta noite (de quarta-feira) Saleh instruiu todas as forças de segurança a coibirem todos os choques e evitarem um confronto direto entre manifestantes pró e antigoverno (...). Além do mais, o governo pede aos manifestantes que permaneçam vigilantes e tomem todas as precauções para evitar infiltrações de indivíduos que busquem realizar ações violentas", diz a nota.

"O governo (...) vai continuar a proteger os direitos dos seus cidadãos de se reunirem pacificamente, e seu direito à liberdade de expressão", disse a nota.

Pelo menos 15 pessoas já foram mortas em protestos no Iêmen desde a semana passada. Saleh diz que não cederá a oponentes que, segundo ele, promovem a anarquia.

Brandindo paus e adagas, seguidores de Saleh têm tentado dissolver protestos contra o governo em Sanaa (capital) e outras cidades.

Saleh já ofereceu concessões substanciais à oposição, inclusive a de deixar o poder em 2013 e não transmitir o cargo ao seu filho.

Mas os partidos de oposição veem com desconfiança as suas propostas de diálogo, por causa da violência usada contra manifestantes.

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