Presidente do Iêmen pede cessar-fogo e retirada dos rebeldes

O presidente do Iêmen, Abed Rabbo Mansour Hadi, propôs um cessar-fogo de 15 dias que irá coincidir com a retirada das milícias rebeldes xiitas de todas as instituições do governo e instalações militares e de todas as cidades e províncias - mesmo aquelas das quais são originários.

Estadão Conteúdo

22 de agosto de 2015 | 00h05

A proposta de Mansour Hadi, foi entregue ao enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, que deve viajar para Omã para encontrar-se com representantes Houthis para discutir a questão.

A proposta sugere que os rebeldes Houthis e as tropas leais ao ex-presidente, Ali Abdullah Saleh, implementem uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que demanda o fim da violência e o retorno das negociações de paz.

A proposta de Hadi ocorre no momento em que as tropas pró-governo, apoiadas por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita que lança ataques aéreos, reconquistou territórios estratégicos, antes em poder dos rebeldes, incluindo o importante porto de Aden, no sul do país.

"Se o cessar-fogo for violado pelas milícias Houthi, a resposta será firme", diz a proposta.

O governo do Iêmen já havia expressado apoio a um cessar-fogo no passado, mas essa é a primeira vez que elabora uma proposta. Fonte: Associated Press.

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