Presidente do Iêmen promete perseguir militantes islâmicos

O novo presidente do Iêmen prometeu na segunda-feira perseguir até o último esconderijo os militantes ligados à Al Qaeda que foram responsáveis pela morte de mais de 110 soldados, no seu mais letal ataque ao Exército local.

MOHAMMED MUSTAFA, REUTERS

05 de março de 2012 | 20h57

Os militantes anunciaram também a captura de 70 soldados num ataque realizado após atentados suicidas contra dois quartéis nos arredores de Zinjibar (sul), no domingo. Foi o mais letal incidente no Iêmen desde a posse do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi.

Na segunda-feira, militantes do grupo Ansar al Sharia, ligado à Al Qaeda, desfilaram com equipamentos militares capturados no ataque.

Moradores disseram que os rebeldes alardearam por megafone sua "vitória" pelas ruas de Jaar, reduto dos militantes a 15 quilômetros de Abyan, capital de Zinjibar.

"As festividades acontecem desde ontem à noite, celebrando o que eles descreveram como ganhos para a Ansar al Sharia, e eles exibiram um botim na frente de todos", disse um morador, que pediu anonimato.

Pelo menos 20 militantes também morreram nos confrontos.

"Pretendemos confrontar o terrorismo com força total, e sob qualquer hipótese vamos persegui-lo até seu último esconderijo", disse Hadi durante reunião com o principal diplomata britânico para o Oriente Médio e Norte da África, Alistair Burt, segundo a agência estatal de notícias Saba.

Hadi foi eleito para o cargo no mês passado, com a missão de estabilizar o Iêmen depois da revolta popular que levou à queda do seu antecessor, Ali Abdullah Saleh.

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