Presidente do Iêmen recua e não assina acordo

O presidente do Iêmen teria voltado atrás de um acordo mediado que o tiraria do poder em troca de imunidade legal, enquanto suas forças, com tanques e armas pesadas, investiram para retirar manifestantes acampados, deixando quatro mortos neste sábado. O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, disse que não quer assinar o acordo mediado pelo bloco de países vizinhos do golfo, disse seu assessor, Abed al-Jundi.

Agência Estado

30 de abril de 2011 | 18h44

O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Abdul-Latif al-Zayyani, viajou para a capital do Iêmen, Sanaa, para pedir a Saleh que assinasse o acordo, em mais um esforço para mediar a crise de meses entre Saleh, que tem apoio dos Estados Unidos, e centenas de manifestantes que pedem sua saída do poder. O regime de Saleh dura 32 anos.

Al-Jundi disse que Saleh opunha-se à assinatura do acordo, dizendo que deveria ser assinado pelo líder de seu partido político. O assessor disse ainda que Saleh gostaria de assegurar que continuaria sendo presidente durante o período de 30 dias de transição após a assinatura de um acordo. Um líder de oposição, Mohammed Basnadwa, afirmou depois que informou ao mediador do conselho do golfo que não fechariam qualquer pacto a menos que Saleh assinasse o primeiro acordo. As informações são da Associated Press.

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