Presidente do Iêmen retorna ao país após três meses

Volta de Saleh pelo acirrar violência no país, onde cerca de 100 pessoas já morreram nesta semana

AE, Agência Estado e EFE

23 Setembro 2011 | 08h43

SANAA - O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, pediu em seu retorno a Sanaa, nesta sexta-feira, 23, após uma ausência de três meses, uma trégua e diálogos para encerrar a crise política no país, disse um funcionário da presidência.
 

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"O presidente pede a todas as partes políticas e militares que cheguem a uma trégua e um cessar-fogo", disse o funcionário. Para Saleh, "não há alternativa ao diálogo e às negociações para acabar com o derramamento de sangue e resolver a crise".

 
A vinda foi recebida com explosões e novos enfrentamentos entre as tropas pró-governo e os partidários de um líder tribal opositor.

Os choques protagonizados pela tribo de Sadeq Abdullah al-Ahmar aconteceram no bairro de Al Hasaba, residência do chefe tribal, onde foram ouvidos disparos e explosões, segundo constatou a Agência Efe.

Está previsto que os partidários de Saleh se concentrarão ao meio-dia para prosseguir as celebrações na Praça dos 70, em Sana, epicentro das concentrações pró-governo.

Por sua parte, um dos principais grupos instigadores dos protestos contra Saleh, que movimentam o país desde o fim de janeiro, afirmou em um breve comunicado que "os jovens da revolução tentarão julgar o assassino que voltou hoje".

Saleh estava havia três meses internado na Arábia Saudita, onde foi se tratar de ferimentos recebidos após a explosão de uma bomba colocada em uma mesquita existente no interior do palácio presidencial.

Saleh, que desde janeiro vinha enfrentando grandes protestos de populares nas ruas, exigindo sua renúncia, foi hospitalizado em Riad no dia 4 de junho, um dia após o ataque.

 
O retorno do presidente a Sanaa ocorre num momento em que a violência assola a capital do país, com pelo menos 100 pessoas mortas em confrontos desde domingo entre homens ligados ao líder tribal Sadek al-Ahmar, que faz oposição ao regime, e os partidários de uma autoridade tribal ligada ao presidente Saleh, Saghir ben Aziz.

A violência piorou esta semana no país, com os confrontos entre partidários e opositores de Saleh deixando quase 100 mortos.

 
As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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