Presidente do Irã diz que Israel é uma 'velha ferida'

Pouco antes de sua posse, o presidente eleito do Irã, Hasan Rouhani, declarou nesta sexta-feira que Israel é uma "velha ferida" que deve ser removida. Suas declarações sobre Israel, grande inimigo do Irã, ressoam opiniões de antigos líderes iranianos.

Agência Estado

02 de agosto de 2013 | 10h13

"O regime sionista tem sido uma ferida no corpo do mundo islâmico há anos e deve ser removida", disse Rouhani à agência semioficial de notícias Isna.

O presidente eleito também expressou dúvidas a respeito da possibilidade de um acordo de paz entre Israel e palestinos, mesmo se os dois lados retomarem as negociações em Washington na próxima semana, encerrando cinco anos de paralisação nas conversações.

"Israel se mostra comprometido ao mundo, mas continua suas práticas de expansão", disse Rouhani, segundo outra agência de notícias semioficial, a Fars.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rapidamente condenou as declarações de Rouhani. O líder israelense pediu ao mundo que eleve as pressões sobre Teerã para que interrompa seu controverso programa nuclear por meio de sanções mais duras e ameaças de ação militar.

Rouhani venceu por grande maioria a eleição presidencial de 14 de junho e vai substituir oficialmente Mahmoud no domingo.

O novo presidente iraniano prometeu seguir o "caminho da moderação" e maior abertura sobre o programa nuclear iraniano.

Netanyahu disse que as declarações de Rouhani nesta sexta-feira devem servir para "acordar o mundo da ilusão" de que o novo presidente iraniano vá representar uma nova política de Teerã.

"A verdadeira face de Rouhani foi exposta mais cedo do que o esperado", disse Netanyahu. "Isso é o que o homem pensa e este é o plano operacional iraniano...um país que ameaça destruir Israel não deve ter permissão para ter armas de destruição em massa."

As declarações de Rouhani foram feitas durante a celebração do dia "Al-Quds Day'''', a expressão em árabe para Jerusalém.

O Irã não reconhece Israel e, desde a revolução islâmica de 1979, celebra, na última sexta-feira do Ramadã, o dia "Al-Quds". Teerã diz que o objetivo é expressar apoio aos palestinos e enfatizar a importância de Jerusalém para os muçulmanos. Fonte: Associated Press.

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