Presidente do Irã diz que não aceitará suspensão de atividade nuclear

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou hoje que seu país não aceitará nenhuma proposta ocidental que exija a suspensão de suas atividades nucleares, informou hoje a emissora de televisão estatal iraniana.Ahmadinejad fez as declarações em seu retorno da Indonésia, onde esteve participando da cúpula de países árabes emergentes. O líder iraniano se referia a uma proposta européia para desenvolver um programa nuclear civil em troca da suspensão das atividades de enriquecimento de urânio no país asiático. "Não surpreende que um grupo queira se sentar para tomar decisões sobre nós sem a nossa presença. Os senhores seguem ainda na atmosfera da colonização", disse o líder ultraconservador do Irã."Enquanto nós não estivermos presentes nas reuniões, este tipo de decisão não tem sentido", acrescentou.Em alusão à proposta que a União Européia (UE) pretende fazer a Teerã, Ahmadinejad insistiu no fato de que "a melhor proposta seria o cumprimento (pelo Ocidente) das normativas do Tratado de Não-Proliferação (TNP) Nuclear, especialmente dos artigos 2 e 4"."A República Islâmica não entende por que eles (os ocidentais) se opõem aos avanços científicos do Irã. Isso demonstra que tais avanços são importantes", completou.A comunidade internacional suspeita que o Irã pretende utilizar seu programa nuclear para fins militares, o que o país asiático rejeita, assegurando que suas atividades são para gerar energia.Os ministros de Assuntos Exteriores da UE devem debater na segunda-feira uma proposta feita por seus homólogos da França, da Alemanha e do Reino Unido, que preparam um pacote de incentivos e medidas coercitivas, em virtude da resposta de Teerã às exigências da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).Segundo fontes diplomáticas, espera-se que as medidas possam ser apresentadas na reunião que será realizada pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - França, Reino Unido, EUA, China e Rússia - mais a Alemanha no próximo dia 19 em Londres.O encontro faz parte dos preparativos para uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que deve ser debatida nas próximas semanas após o fracasso, esta semana em Nova York, do intuito de se obter uma estratégia comum sobre a crise nuclear iraniana.Rússia e China se opõem a uma resolução obrigatória, porque abriria a possibilidade da aplicação de sanções contra Teerã.

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