Presidente do Irã inaugura Conferência Mundial contra Violência e Extremismo

Rohani afirma em discurso inaugural que seu país aumentou seu papel na luta contra a expansão do radicalismo no Oriente Médio

O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2014 | 10h17

TEERÃ - O presidente do Irã, Hassan Rohani, inaugurou nesta terça-feira, 9, em Teerã, a Conferência Mundial Contra a Violência e o Extremismo, que conta com a participação de analistas de 40 países e dos ministros das Relações Exteriores de Iraque, Síria e Nicarágua.

No discurso de abertura do evento, Rohani afirmou que seu país aumentou seu papel na luta contra a expansão da violência e do extremismo na região.

"Sob a nova Administração e o governo de moderação e esperança, a República Islâmica do Irã deu ênfase em sua responsabilidade pela estabilidade, a calma e a luta contra a violência desde o primeiro dia", declarou, em discurso transmitido ao vivo pela TV.

O Irã pediu "a cooperação entre governos e organizações internacionais e regionais para erradicar a violência", acrescentou.

Segundo Rohani, se os países da região unirem forças, serão capazes de "eliminar os movimentos como o Estado Islâmico (EI)", o que ajudará para que "não haja nenhuma necessidade para a presença de estrangeiros em sua penetração gradual na região", disse em referência à coalizão contra o EI impulsionada pelos EUA e que ataca o grupo na Síria e no Iraque.

Rohani considerou que, para promover a luta contra o extremismo, "o mundo tem que dar passos significativos e substanciais" e ressaltou o papel das mulheres, dos jovens e dos intelectuais para divulgar as crenças religiosas e morais e promover a cooperação econômica, cultural e política de modo a evitar a violência.

Entre outros assuntos, cobrou o término do apoio econômico aos grupos terroristas e o reforço do apoio às vítimas. Rahani pediu esforços para restaurar as regiões devastadas pelo terrorismo e aumentar o investimento, já que o desemprego contribui para a expansão da violência.

O secretário da conferência, Mostafa Zahrani, disse à agência estatal Irna que não será aprovado um comunicado conjunto, mas será mostrado apoio a um texto baseado no discurso de Rohani do ano passado perante a Assembleia Geral da ONU, no qual insistiu na construção de um mundo sem violência e extremismo. / EFE

 

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