Presidente do Irã pede desarmamento de países corruptos

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu nesta quarta-feira que sejam "desarmados os poderes corruptos que ameaçam a humanidade com armas de destruição em massa", informou a agência oficial iraniana Irna. "A ciência deve ser usada a serviço dos interesses da humanidade. A ciência destrutiva põe em risco a vida e ameaça a segurança", ressaltou Ahmadinejad, um dia após anunciar que seu país usou até agora 164 centrífugas para produzir urânio em menor escala. "Alguns países fabricaram armas químicas e biológicas encorajando seus cientistas a produzirem armas de destruição em massa", afirmou o presidente iraniano, que, embora não tenha indicado quais são os Estados corruptos que devem ser desarmados, referiu-se a EUA, Israel e alguns países europeus que possuem tecnologia atômica. O Irã provocou a desconfiança da comunidade internacional depois que um programa nuclear secreto mantido por Teerã foi descoberto. Nesta terça-feira, o país mostrou-se capaz de enriquecer urânio em baixa escala, processo necessário para a produção de energia. Os Estados Unidos e a União Européia temem que o verdadeiro objetivo do programa seja enriquecer combustível em alta escala, o que tornaria possível o desenvolvimento de uma bomba atômica com tecnologia iraniana. Conquista O ex-presidente iraniano e atual diretor-geral do Conselho da Determinação do Irã, Hashemi Rafsanjani, assegurou nesta quarta-feira, na Síria, que o enriquecimento de urânio é "uma grande conquista para o povo iraniano". Ele afirmou frente a um grupo de jornalistas que as pressões "não tirarão o Irã de seu caminho" e reiterou que a preocupação internacional sobre o programa nuclear do Irã "é um pretexto". "Não ameaçaremos nem preocuparemos ninguém neste mundo, nossas capacidades (nucleares) estarão a serviço da paz e da cooperação com os outros", acrescentou.

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