AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
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Presidente do maior sindicato dos EUA deixa conselho de Trump

Ele disse que não pode integrar o conselho de um presidente que tolera o racismo; CEO do Walmart junta-se às críticas de executivos de grandes empresas

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2017 | 20h10

WASHINGTON - O presidente do principal sindicato de trabalhadores dos Estados Unidos renunciou nesta terça-feira ao conselho industrial do governo de Donald Trump, afirmando que a resposta do presidente americano à violência de supremacistas brancos em Charlottesville (Virgínia) significa que ele tolera o "preconceito e o terrorismo doméstico".

"Não podemos integrar o conselho de um presidente que tolera o preconceito e o terrorismo doméstico", disse Richard Trumka, presidente do AFL-CIO, em um comunicado no qual anunciou sua renúncia imediata do painel.

"Os comentários de hoje do presidente Trump refutam as declarações forçadas de ontem sobre a KKK [Ku Klux Klan] e os neonazistas. Nós precisamos renunciar em nome da classe trabalhadora americana, que rejeita todas as noções de legitimidade destes grupos preconceituosos", acrescentou Trumka, em alusão a declarações feitas na véspera pelo presidente em que criticou a violência racista.

O CEO da rede varejista Walmart, Doug McMillon, se juntou nesta terça-feira às críticas de executivos de grandes empresas americanas contra as declarações do presidente Donald Trump sobre os protestos de supremacistas brancos no fim de semana na Virgínia.

Entre a segunda-feira, 14 e esta terça, três empresas saíram do conselho de manufatureiras criado pelo presidente: a farmacêutica Merck, a gigante de tecnologia Intel e a fabricante de artefatos esportivos Under Armour. 

"Enquanto assistimos aos eventos (na Virgínia) e a resposta do presidente no fim de semana, também sentimos que ele perdeu uma oportunidade crucial para unir o país e rejeitar de maneira inequívoca as ações perturbadoras de supremacistas brancos", escreveu McMillon em comunicado.

 

O  diretor-geral de Intel, Brian Krzanich, que justificou sua renúncia "para chamar a atenção sobre o grave prejuízo que o clima político está causando em assuntos críticos" e pediu aos "líderes" que "condenem" a violência racista em Charlottesville.

O diretor executivo da marca esportiva Under Armour, disse no Twitter: "Nos mantemos firmes em nosso potencial e habilidade de melhorar a indústria americana. No entanto, a Under Armour se dedica à inovação e ao esporte, não à política".

Trump parece não ter apreciado os abandonos. "Para cada executivo que abandona o Conselho, tenho vários para assumir seu lugar. Exibidos não deveriam ter continuado. EMPREGOS!", tuitou o presidente nesta terça. / REUTERS, AFP e EFE 

 

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