Presidente do México vai do céu ao inferno em apenas dois anos

Peña Nieto tinha fama moderno, mas foi atropelado pela violência, que afeta ainda governos do Peru e da Colômbia

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2015 | 03h38

O início do governo de Enrique Peña Nieto foi associado à imagem de um México moderno, com reformas econômicas profundas e a promessa de forte crescimento econômico. Dois anos mais tarde, seu governo tem a marca da violência de um país dominado pelos cartéis da droga e o crime organizado.

O desaparecimento e assassinato de 43 estudantes em setembro simbolizou o fim da lua de mel dos mexicanos com seu jovem presidente. A separação se acentuou com a revelação de que a primeira-dama, Angélica Rivera, comprou uma casa de US$ 7 milhões de uma construtora que teve vários contratos com o Estado do México durante a gestão de Peña Nieto. A mesma empresa era parceira de chineses em um consórcio que venceu a licitação com o governo federal- posteriormente anulada - para a construção de um trem rápido.

Na terça-feira, o presidente mexicano receberá a visita de sua colega brasileira, Dilma Rousseff, também afetada por queda de popularidade e escândalos de corrupção.

"Há um desencantamento com os partidos e a percepção de que o PRI de Peña Nieto tem os mesmos vícios do partido autoritário que governou o México no passado", avalia o jornalista Francisco Cruz Jímenez, autor de três livros sobre o presidente. Depois de 71 anos no poder, o PRI perdeu as eleições para o PAN no ano 2000 e retornou ao comando do México com Peña Nieto em 2012.

Violência e conflitos sociais também estão na origem da baixa popularidade dos presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do Peru, Ollanta Humala. Apesar de os dois países registrarem crescimento acima da média da região, os líderes têm alguns dos mais baixos índices de aprovação de seus mandatos. Reeleito no ano passado, Santos enfrenta o desgaste de um polêmico processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). / C.T.

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