Presidente do Paquistão diz que não deixará o cargo

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse que deixar o cargo não é uma opção para ele e que ninguém lhe pediu para renunciar, respondendo assim às especulações de que os poderosos militares do país querem que ele deixe a função.

REUTERS

07 de janeiro de 2012 | 18h17

"Ninguém me pediu isso ainda. Se alguém pedir, eu lhe direi", afirmou Zardari, que parecia estar bem-humorado depois de submeter-se a um tratamento médico em Dubai, nos Emirados Árabes, no mês passado. Ele fez a declaração em uma entrevista gravada, concedida a um dos mais populares apresentadores da TV paquistanesa.

Zardari está enfrentando sua maior crise política desde que assumiu o poder, em 2008, por causa de um memorando não assinado enviado ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) no qual buscava a ajuda norte-americana para se impor sobre os generais paquistaneses, que governaram a nação em mais da metade de sua história.

Embora seu cargo seja meramente cerimonial, Zardari detém considerável influência por ser líder do partido governista. Qualquer saída forçada da presidência seria uma humilhação para a liderança civil e poderia mergulhar o país em um período de turbulência.

Quando o âncora lhe perguntou se "escapar" seria uma opção para ele, Zardari respondeu:

"Por que deveria ser?"

(Reportagem de Qasim Nauman)

Tudo o que sabemos sobre:
PAQUISTAOPRESIDENTENAORENUNCIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.