Presidente do Paquistão é pressionado a renunciar

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, foi pressionado a renunciar do cargo, hoje. Os pedidos da oposição surgiram após a Suprema Corte derrubar, ontem, uma anistia que protegia de acusações por corrupção ele e vários de seus aliados.

AE-AP, Agencia Estado

17 de dezembro de 2009 | 16h06

"Será para seu próprio benefício, será pelo interesse de seu partido e será bom para o sistema", afirmou hoje Khawaja Asif, importante líder da oposição do partido Liga Paquistanesa Muçulmana. Os críticos ao governo pedem a renúncia por razões morais, pelo menos enquanto a corte avalia possíveis impugnações a seu favor.

Os aliados afirmam que as acusações de corrupção têm motivação política e não há razão para ele renunciar. No entanto, Zardari tem hoje pouca aprovação no país, em grande medida por suas relações próximas com os EUA e pelas acusações de supostos crimes, avaliados no Judiciário local.

A anistia derrubado pela Suprema Corte era parte de um acordo negociado pelos EUA com o então líder do país, o general Pervez Musharraf. Por meio do acordo, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto pôde retornar ao país e participar da vida política local, sem responder a acusações na Justiça. Benazir foi assassinada em 2007 e seu marido, o próprio Zardari, acabou eleito presidente.

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