Presidente do Paraguai nega renúncia

O presidente paraguaio, Luis González Macchi, rejeitou uma versão lançada por todos os jornais de Assunção, que anunciam sua renúncia para a próxima segunda-feira, e, pelo contrário, assegurou que não pensa, "no momento", em abandonar o cargo. Os diários fizeram eco a um comentário feito na véspera pelo conhecido jornalista Benjamin Fernández Bogado, diretor da Radio Libre, que atribuiu a informação ao irmão do presidente, o ex-juiz José Ignacio González Macchi. O irmão teria dito que o presidente "vai embora na segunda", referindo-se a uma renúncia para evitar o julgamento político do governante, que está se realizando no Congresso por acusação de mau desempenho de suas funções e corrupção. A data de segunda-feira, 23, é também relevante levando-se em conta que, no domingo, ocorrem as eleições internas do Partido Colorado para a escolha do candidato presidencial às eleições de 27 de abril de 2003. González Macchi supostamente deixaria o campo livre para o candidato eleito. "Não é verdade, não penso em renunciar", disse hoje o presidente, durante um ato realizado no interior do país - embora tenha reiterado que não tem "apego ao cargo" e não descarta uma entrega antecipada da Presidência ao ganhador das eleições nacionais de abril próximo em vez de fazê-lo em agosto, como prevê a Constituição paraguaia.

Agencia Estado,

18 Dezembro 2002 | 15h21

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