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Presidente do Paraguai reúne-se com cúpula militar

Cresce no Congresso a pressão para que Federico Franco expulse os adidos militares da Venezuela e Equador

Efe,

04 de julho de 2012 | 16h45

ASSUNÇÃO - Após divulgar o vídeo que comprovaria a reunião do chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, com generais paraguaios, o novo líder em Assunção, Federico Franco, convocou uma reunião nesta quarta-feira, 4, com a cúpula das Forças Armadas. No Congresso, cresce a pressão para que Franco expulse do Paraguai os adidos militares da Venezuela e Equador, cujo embaixador também teria participado da reunião com Maduro.

 

A gravação havia sido divulgada pela ministra da Defesa do Paraguai, María Liz García, sob ordens do presidente. Os dois reuniram-se ontem no palácio presidencial, com os chefes das três armas das forças paraguaias.

 

A Comissão de Relações Exteriores do Senado paraguaio deve votar hoje um texto pedindo a expulsão dos adidos militares venezuelanos e equatorianos. A palavra final, porém, será do governo Franco.

 

O projeto apresentado pelos senadores solicita ainda que o chanceler venezuelano, o embaixador equatoriano e o ex-presidente Fernando Lugo sejam julgados por incitar a sublevação nas Forças Armadas do Paraguai. Congressistas querem também que Franco retire o embaixador paraguaio em Caracas, Augusto Ocampos Caballero, e exija o fim da suspensão do Mercosul e Unasul.

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi um dos primeiros a qualificar de "golpe" a destituição de Lugo. Em seguida, ordenou a suspensão da venda de petróleo ao Paraguai.

 

Mais uma vez

 

Advogados de Lugo anunciaram também na quarta-feira que apresentariam mais um pedido à Suprema Corte para que a destituição do dia 22 seja revertida. O tribunal, no entanto, já anunciou duas vezes que não há inconstitucionalidade na decisão do Congresso e analistas duvidam que os ministros do Judiciário mudem de opinião.

Lugo foi deposto com apoio de 76 dos 80 deputados e 39 dos 45 senadores do Paraguai. Partidários do ex-presidente e governos sul-americanos questionam a legitimidade da decisão: Lugo teve menos de 36 horas para se defender.

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