AP Photo/Fernando Llano
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Presidente do Parlamento afasta ultimato chavista dado a governadores eleitos da oposição 

Governistas conquistaram 18 dos 23 governos estaduais nas eleições do dia 15, mas a oposição afirma que a votação foi marcada por fraudes e irregularidades

O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2017 | 20h24

CARACAS - O presidente do Parlamento venezuelano, Julio Borges, descartou neste domingo, 22, a possibilidade de que os governadores opositores cedam ao ultimato da Assembleia Constituinte, que lhes obriga a prestar juramento a esse órgão para poder exercer seus mandatos.

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“Não será dado nenhum passo que signifique reconhecimento, ou humilhação (...), há um desconhecimento total a respeito da Constituinte ilegítima e fraudulenta que veio para criar uma ditadura na Venezuela”, disse o dirigente opositor. Os governadores eleitos tinham previsto avaliar hoje o ultimato da instância que rege o país com poderes absolutos desde agosto. 

Os governistas conquistaram 18 dos 23 governos estaduais nas eleições do dia 15, mas a oposição afirma que a votação foi marcada por fraudes e irregularidades. “É preferível morrer de pé do que viver de joelhos, (...) é necessário colocar-se em um posição legal, constitucional e democrática”, ressaltou o presidente da Assembleia Legislativa, de maioria opositora. 

A lei prevê que os governadores devem prestar juramento ante aos conselhos legislativos regionais, mas a Constituinte afirma que antes devem se subordinar a essa instância integrada apenas por chavistas.

No sábado, Delcy Rodríguez, presidente da Constituinte, reiterou os termos de um decreto que obriga os governadores eleitos a comparecer ante essa instância. “Devem prestar juramento, não permitiremos que se mantenham dizendo que não o farão”, disse ela. 

Caso os opositores se neguem a prestar juramento, o poder eleitoral convocará novas eleições nesses cinco Estados e os governadores anteriormente eleitos não poderão se candidatar outra vez, advertiu na sexta-feira. / AFP 

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