Presidente do Parlamento cubano acusa EUA de fomentar represálias

O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, acusou hoje o Governo dos Estados Unidos de forçar a filial do banco canadense Nova Escócia na Jamaica para que não prestasse serviços à embaixada cubana no país caribenho. A filial jamaicana do Banco Nova Escócia comunicou a Gisela García Rivero, embaixadora cubana em Kingston, que não podia oferecer serviços à missão diplomática obedecendo à Lei Patriota dos Estados Unidos, disse Alarcón à imprensa local. A referida lei foi aprovada nos EUA depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 para reforçar os poderes do Governo federal e das forças de segurança na luta contra o terrorismo. Alarcón declarou que "o banco canadense recebeu ordens dos Estados Unidos para que estendesse o bloqueio a Cuba em matéria financeira e bancária, violando as leis da Jamaica e também do Canadá, que proíbe coisas como essas", segundo a agência "AIN". De acordo com Alarcón, essa "guerra econômica" do Governo americano contra seu país "inclui as tentativas de impedir que os jogadores cubanos recebam o prêmio em dinheiro" pelo segundo lugar no primeiro Clássico Mundial de Beisebol, disputado nos EUA, e que seria destinado integralmente às vítimas do furacão Katrina. Alarcón disse que o problema com a filial do banco canadense é algo muito específico e dirigido contra a Jamaica, "e que passou por cima da soberania canadense". "Agora descobrimos que esse instrumento também tem uma finalidade agressiva contra Cuba", completou o líder caribenho, que assistiu esta semana à posse de Portia Simpson Miller como nova primeira-ministra da Jamaica.

Agencia Estado,

02 Abril 2006 | 01h02

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