REUTERS/Guadalupe Pardo
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Presidente do Peru anuncia referendo sobre reforma judicial devido à crise

Eleitores também serão consultados sobre volta de um parlamento bicameral, sem que isso signifique um aumento de legisladores

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2018 | 15h49

LIMA - O presidente do Peru, Martín Vizcarra, anunciou neste sábado, 28, a convocação de um referendo para levar adiante a reforma do sistema judicial, que atravessa uma grave crise de corrupção, e também sobre a reeleição de congressistas, durante sua mensagem ao país pelo aniversário da independência.

"Como essa medida é urgente, vamos iniciar o procedimento para convocar um referendo para a construção de confiança sobre uma instituição questionada atualmente", disse Vizcarra diante do plenário do Congresso.

Durante o seu discurso, Vizcarra propôs a reforma constitucional do Conselho Nacional da Magistratura (CNM), mediante a modificação da Constituição para eliminar o sistema de representação e eleição dos conselheiros do CNM.

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O chefe de Estado ressaltou que é urgente "derrotar as máfias de delinquentes e corruptos" porque o país "não quer que a Justiça tenha favoritos, basta de perdões em troca de dinheiro!".

O presidente propôs substituir esse sistema por um concurso público de méritos e a revisão das nomeações do conselho atual, que foram afastados de seus cargos pelo Congresso, após as denúncias de tráfico de influência e suborno, entre outras acusações.

Além disso, Vizcarra anunciou que é importante que os peruanos também se expressem se estão de acordo com a reeleição de congressistas e com o financiamento privado dos partidos e das campanhas eleitorais.

Os eleitores também serão consultados sobre a volta de um parlamento bicameral, sem que isso signifique um aumento de legisladores, e pediu ao Congresso que "escute e respeite a vontade popular materializada nas consultas propostas".

"A reforma judicial e política são nossas bandeiras e vamos ir a fundo para torná-las realidade", disse Vizcarra, que assumiu a presidência do país em março, após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski por seus vínculos com a empreiteira brasileira Odebrecht, que está envolvida em um escândalo de corrupção em vários países da América Latina.

Antes de comparecer ao Congresso, o presidente participou da missa Te Deum realizada na catedral de Lima pelo arcebispo Juan Luis Cipriani para dar início aos atos protocolares pelo aniversário da independência do país. / EFE

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