Presidência do Peru / Reuters
Presidência do Peru / Reuters

Presidente do Peru critica cidadãos que romperam a quarentena para comprar cerveja

Vídeo gravado no distrito de Castilla, próximo a fronteira com o Equador, registrou momento em que pessoas se aglomeravam com caixas de cerveja em frente a comércio

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2020 | 11h43

LIMA - O presidente do Peru, Martín Vizcarra, criticou nesse domingo, 26, cidadãos peruanos que romperam as regras de isolamento social para comprar cerveja durante a pandemia. De acordo com o presidente, as pessoas, que formaram uma longa fila em frente a um comércio no distrito de Castilla, não têm "consciência real da magnitude" da crise do novo coronavírus.

"Ontem chegou até mim um vídeo de uma longa fila, que não respeitava a distância mínima requerida, para comprar cerveja. Pessoas com caixas de cerveja em pleno estado de emergência, quando estamos com o aumento de casos que preocupa a todos", declarou o presidente durante uma coletiva de imprensa sobre a evolução do vírus no país.

O vídeo ao qual se referia o presidente foi filmado no distrito de Castilla, localizado na região de Piura, próximo a fronteira com o Equador. Segundo apurou a agência francesa AFP, a fila se formou no local porque a dona do comércio abriu a loja mais tarde.

"Parecia que era um sábado de festa, ao menos nessa cidade. Não há a consciência real da magnitude do problema", completou. Depois do incidente, a empresa cervejeira Backus anunciou que não venderá mais produtos na região, uma das mais afetadas do país, atrás apenas de Callao e Lima.

A comercialização de bebidas alcoólicas está suspensa no Peru devido às regras de isolamento social decretadas pelo governo. As medidas incluem o fechamento de bares e lojas de bebidas. Desde 16 de março, o país está em quarentena, com toque de recolher noturno e com as fronteiras fechadas.

Vizcarra anunciou que chegarão ao Peru, na próxima semana, mais de 1,3 milhões de testes para ampliar a capacidade de diagnóstico da rede de saúde. O país registrava, até esse domingo, 27.517 casos da doença e 728 mortes por covid-19./ AFP

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