Presidente do Peru tem salário reduzido

O governo peruano baixou uma normapara reduzir o salário do presidente Alejandro Toledo em 30%, para US$ 8.400, bem como os salários de outros funcionáriosestatais, a fim de calar as críticas e o descontentamento entrea população. Segundo o decreto de urgência, assinado por Toledo epublicado nesta segunda-feira no diário oficial El Peruano, omandatário terá seus vencimentos de US$ 12.000 rebaixados em30%; já os do presidente do Conselho de Ministros sofrerão umaredução de 25% e os dos demais ministros, de 20%. As reduçõesocorrerão a partir de 1º de julho. Dessa forma, o chefe do gabinete passará a receber oequivalente a US$ 8.350, e seus colegas de gabinete receberãoUS$ 7.650. Além disso, estabeleceu-se uma escala de reduções praoutros funcionários do Executivo e de empresas estatais, de modoa que nenhum outro servidor público ganhe mais do que umministro de Estado. A medida, diz o decreto, busca corrigir a distorção dehonorários no setor público "com o objetivo de liberar recursosque permitam atender parcialmente gastos prioritários, mantendoo equilíbrio fiscal no manejo dos gastos públicos durante o anofiscal de 2003". A decisão foi tomada em meio a uma crise de popularidadede Toledo, cuja aprovação caiu para 11% em junho, e a uma ondade exigências e protestos sindicais por aumentos salariais emelhora nas condições de trabalho. A greve de 31 dias dos professores das escolas públicas,suspensa em boa parte na segunda-feira passada, colocou nocentro do ebate o tema das remunerações do presidente e de altosfuncionários. Os docentes pediam um aumento de US$ 60 sobre seusmagros salários de US$ 200, mas o governo, alegando as difíceiscondições do orçamento, ofereceu-lhes apenas o equivalente a US$28,70. Líderes políticos pediram a Toledo que, como mostra desolidariedade para com os trabalhadores, reduzissse suaremuneração. O salário do presidente, logo após sua posse emjulho de 2001, havia sido fixado em US$ 18.000 e posteriormentebaixado para US$ 12.000. A primeira redução, no entanto, nãoaplacou o ressentimento popular.

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