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Presidente do Quênia anuncia fim de crise de reféns em shopping de Nairóbi

Atentado deixou ao menos 72 mortos, entre vítimas civis e militares e terroristas somalis

O Estado de S. Paulo,

24 de setembro de 2013 | 14h21

NAIRÓBI - O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, assegurou nesta terça-feira, 24, que as forças de segurança do país derrotaram os militantes da milícia radical somali Al-Shabab que atacaram um shopping de Nairóbi e se refugiaram no local, fazendo reféns, por quatro dias.

Em pronunciamento televisionado, Kenyatta sentenciou: "Nós humilhamos e derrotamos nossos agressores". O presidente anunciou que o ataque teve um total de 240 vítimas, das quais ao menos 72 morreram.

Dos mortos, 61 eram civis, seis integravam as forças de segurança e cinco eram "terroristas". Além dos cinco agressores mortos, 11 foram detidos, prosseguiu o presidente. Ele afirmou ainda que três andares do shopping Westgate desabaram e que há "diversos corpos presos sob os escombros, entre eles os de terroristas."

No pronunciamento, Kenyatta informou ter decretado três dias de luto nacional pelas vítimas da crise de reféns iniciada no sábado. "Como nação, nossa cabeça está sangrando mas não tombada."

Não ficou claro, após o pronunciamento de Kenyatta, se a operação militar no shopping terminou ou se militantes permanecem no local com reféns. A milícia radical somali afirma que "resiste" e possui mais reféns.

Mais cedo, militantes do grupo radical islâmico somali Al-Shabab ameaçaram lançar novos ataques no Quênia se o país não retirar suas tropas da Somália imediatamente. "Se não saírem da Somália, saibam que essa é apenas uma amostra do que vamos fazer... esperem dias negros", disse o porta-voz do grupo Ali Mohamud Rage.

Estrangeiros. O presidente afirmou também que não pode confirmar se há no grupo que realizou o ataque americanos e britânicos. Segundo Kenyatta, médicos forenses estão tentando identificar a nacionalidade dos "terroristas"./ AP e REUTERS 

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