Presidente do Quênia lamenta ataque do Al-Shabab a universidade

Uhuru Kenyatta culpou 'falta de pessoal de segurança' por ataque de extremistas no nordeste do país

Estadão Conteúdo

02 de abril de 2015 | 10h50

NAIRÓBI - O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse nesta quinta-feira, 2, que seu governo enviou forças de segurança para tentar encerrar o impasse numa universidade do nordeste do país, mais de nove horas depois de atiradores do grupo extremista somali Al-Shabab atacarem o local. Pelo menos 15 pessoas foram mortas e 60 feridas no ataque à Universidade Garissa.

"Estou triste em informar à nação que, nesta madrugada, terroristas atacaram a Universidade Garissa e feriram várias pessoas, além de fazer reféns", disse Kenyatta. Em discurso transmitido para todo o país, o presidente disse que ordenou ao chefe de polícia que apresse o treinamento de 10 mil policiais, cujos registros estão pendentes. Para o presidente, o Quênia "sofreu desnecessariamente em razão da falta de pessoal de segurança".

O ministro do Interior Joseph Nkaissery disse que um suspeito foi detido ao tentar fugir da universidade. Um sobrevivente disse ter visto cinco homens armados invadindo o local. O ministério também divulgou a foto de um dos suspeitos pelo ataque e ofereceu o equivalente a US$ 215 mil por pistas que levem ao suspeito, identificado como Mohamed Mohamud.

Autoridades disseram que houve um violento confronto entre os militantes e a polícia, já moradores descreveram um grande número de disparos e explosões no local. Policiais, militares e reforços de contraterrorismo foram enviados para o campus.

"Os homens atiraram nos estudantes e nos funcionários da universidade de forma indiscriminada. Matemos nossa operação, na medida em que os militantes mantêm sua posição num dormitório estudantil da universidade", segundo comunicado do inspetor-geral da polícia queniana, Joseph Boinnet. / AP

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