Presidente do Quênia promete duras medidas contra os rebeldes da Somália

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, prometeu tomar duras medidas contra os militantes islâmicos do grupo somali Al-Shabab, que matou 148 pessoas em ataque à uma universidade na cidade de Garissa.

Estadão Conteúdo

04 de abril de 2015 | 14h50

Em um discurso televisionado nacionalmente neste sábado, Kenyatta disse que os planejadores e financiadores destes ataques, como o da universidade, estão "profundamente enraizados em nossas comunidades".

Kenyatta disse que seu governo "deve utilizar as medidas mais severas possíveis". O ataque aconteceu na última quinta-feira, quando quatro homens armados invadiram o campus de uma universidade e atiraram contra os alunos. Os atiradores foram mortos pela polícia.

"Nós vamos lutar contra o terrorismo até o fim", disse Kenyatta. "Eu quero que vocês saibam

que as nossas forças de segurança estão perseguindo os cúmplices que restaram e faremos justiça. Nós também estamos em busca do líder do ataque em Garissa e daremos uma recompensa por sua captura", acrescentou o presidente. Kenyatta declarou três dias de luto.

O pronunciamento do presidente aconteceu depois do grupo extremista islâmico da Somália ter alertado para mais ataques como este à universidade. "Cidades quenianas ficarão vermelho sangue", disse o grupo al-Shabab. Os militantes disseram que o ataque em Garissa foi uma retaliação por assassinatos realizados por tropas quenianas que combatiam os rebeldes na Somália.

"Esta será uma longa guerra e os estudantes foram as primeiras vítimas", de acordo com um comunicado divulgado nos sites filiados ao al-Shabab. "Nenhuma medida de precaução e de segurança será capaz de garantir a segurança, impedir outro ataque ou evitar outro banho de sangue", segundo a declaração do al-Shabab. Fonte: Associated Press

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