Igor Koovalenko/Efe
Igor Koovalenko/Efe

Presidente do Quirguistão renuncia, informa governo interino

Kurmanbek Bakiyev embarcou em um avião para o Casaquistão pouco depois de deixar o cargo

estadão.com.br

15 de abril de 2010 | 13h18

BISHKEK - O presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, apresentou oficialmente sua renúncia nesta quinta-feira, 15, e se comprometeu em não retornar ao país, segundo assegurou o porta-voz do governo interino ao site russo Gazeta.

 

Topchubek Turgunaliyev informou que o presidente assinou uma declaração de renúncia antes de ir para o Casaquistão, para onde partiu na tarde desta quinta junto com sua esposa e filhos. O Casaquistão preside a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que intermediou a solução do conflito quirguiz. Ainda segundo o porta-voz, o ministro da Defesa de Bakiyev foi preso pela Polícia quando tentava deixar o país.

 

Bakiyev deixou a capital do país, Bishkek, no dia 7 de abril, após violentos protestos antigovernamentais. Desde então, o presidente manteve-se refugiado em uma cidade no sul do Quirguistão. Pelo menos 83 pessoas morreram nos conflitos entre as forças armadas e os manifestantes.

 

Segurança

 

A OSCE indicou que Bakiyev embarcou com segurança rumo ao Casaquistão graças à mediação dos EUA e da Rússia no conflito. "Em 15 de abril, graças aos esforços conjuntos do presidente do Casaquistão, Nursultan Nazarbayev, dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, e da mediação ativa da OSCE, da ONU e União Europeia, um acordo foi firmado com o governo interino do Quirguistão para que o presidente Kurmanbek Bakiyev saísse do país", indicou a organização em comunicado.

 

Mais cedo, inúmeros disparos interromperam o depoimento de Bakiyev, que foi levado a pressas para outro lugar. Um dos irmãos do presidente, Kanybek, declarou a agência que o presidente saiu ileso do episódio e que regressou a sua casa na aldeia de Teyit, cerca de duas horas do local em que acontecia a reunião.

 

Os disparos ocorreram depois que Bakiyev começou o discurso a 5 mil seguidores em Osh, a maior cidade do sul do país e local considerado seu principal ponto de apoio.

 

Com informações das agências Reuters e Efe

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