Presidente do Senado paraguaio quer militarizar Pedro Juan Caballero

Cidade foi palco de ataque a senador na segunda-feira no qual duas pessoas morreram

Agência Estado

28 de abril de 2010 | 09h47

SÃO PAULO - O presidente do Congresso paraguaio, senador Miguel Carrizosa, pedirá formalmente hoje ao presidente Fernando Lugo a militarização de Pedro Juan Caballero, capital do departamento (Estado) de Amambay, informa em seu site o jornal local La Nación. O anúncio foi feito ontem por Carrizosa, após visitar o senador Roberto Acevedo, que sofreu um ataque na cidade na segunda-feira.

 

Veja também:

linkParaguai prende brasileiros suspeitos de participar de atentado

linkAtaque fere senador e mata dois guarda-costas

linkParaguai mobiliza mil agentes contra guerrilha

"Solicitaremos ao presidente Lugo a militarização de Pedro Juan Caballero", afirmou Carrizosa. A cidade faz fronteira com a brasileira Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Segundo o presidente do Congresso paraguaio, é preciso tomar essa atitude pois a onda de violência nessa cidade "ultrapassou os limites", segundo o diário local.

Acevedo ficou ferido no ataque. Um motorista dele e um guarda-costas morreram. Na terça, o jornal paraguaio "ABC Color" anunciou a prisão dos brasileiros Nevailton Marcos Cordeiro e Eduardo da Silva como suspeitos pelo atentado. O jornal citou os dois como "supostos integrantes" do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua em presídios no Brasil.

"É preciso reduzir o alto índice de insegurança na fronteira, isso é categórico", disse Carrizosa. Ele estava com o também senador Alberto Grillón, ambos acompanhados por um forte aparato de proteção policial.

Membro do governista Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), Acevedo disse que teme por sua segurança e terá que abandonar a cidade para preservar sua segurança e a de seus familiares. "É difícil viver em Pedro Juan Caballero, mas, se quero continuar vivo, tenho que abandonar o lugar por que tanto tenho lutado, mas não há condições para poder continuar", disse ele, que pretende se mudar para Assunção.

Amambay é um dos cinco departamentos paraguaios onde vigora o estado de exceção, tomado para facilitar que as forças oficiais persigam e prendam membros do grupo Exército do Povo Paraguaio (EPP), que é responsabilizada por ataques contra as forças de segurança e também por vários sequestros no país.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.