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Presidente do Sudão ameaça expulsar fiscais internacionais das eleições

Funcionários do Centro Carter propuseram o adiamento do pleito por motivos logísticos

Reuters

22 de março de 2010 | 17h28

CARTUM - O presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, ameaçou expulsar os monitores eleitorais internacionais após eles declararem que as eleições de abril correm o risco de adiamento.

 

"Nós trouxemos essas organizações de fora para monitorar as eleições, mas se eles pedirem para que elas sejam adiadas, nós os dispensaremos. Queremos que eles vejam as eleições livres e justas, mas se interferirem em nossos assuntos, vamos jogá-los fora", disse o presidente nesta segunda-feira, 22, à televisão estatal.

 

A única missão internacional de observação no Sudão disse na semana passada que o país pode ter as eleições adiadas por conta de problemas logísticos, com centenas de milhares de nomes dos eleitores fora das listas. O próximo pleito será a primeira disputa eleitoral multipartidária do país em 24 anos.

 

Funcionários do Centro Carter, órgão de monitoramento presente no país, disseram que as eleições presidenciais e legislativas estão sujeitas a "diversos riscos" e exortaram o governo a impor restrições aos comícios e a paralisar a luta contra os rebeldes em Darfur.

 

A votação estava inicialmente marcada para o dia 11 de abril. A eleição está prevista em um acordo de paz de 2005 que encerrou quase duas décadas de lutas entre o norte e o sul do país, o maior da África.

 

Os funcionários do Centro Carter, fundado pelo ex-presidente dos EUA Jimmy Carter para assegurar a democracia nos locais onde o governo é frágil, disseram que as preparações para o pleito estão bastante atrasadas. Membros da oposição apoiaram o argumento e pediram o adiamento do processo eleitoral, dizendo que seriam necessárias reformas democráticas antes da votação.

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