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Presidente do Sudão critica Conselho de Segurança da ONU

Bashir reafirma decisão de expulsar ONGs do Sudão apesar do pedido do secretário-geral das Nações Unidas

Associated Press e Efe,

30 de março de 2009 | 09h44

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, criticou nesta segunda-feira, 30, o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e acusou o órgão de corrupção. Ele ainda reafirmou sua decisão de expulsar 13 ONGs do Sudão, pouco depois de o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedir que reconsiderasse essa medida.

 

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Bashir, alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) para que responda por crimes de guerra em Darfur, fez as denúncias durante seu discurso na cerimônia inaugural da reunião de cúpula da Liga Árabe, iniciada nesta segunda-feira em Doha, Qatar. O governante sudanês argumentou sua decisão garantindo que as 13 organizações tinham ido além de suas tarefas e "mantinham um acordo secreto com o TPI, ao qual apresentaram relatórios falsos". Além disso, minimizou a importância do trabalho realizado pelas organizações expulsas e insistiu em que 118 ONGs trabalham no Sudão.

 

Mais cedo, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, criticou o Sudão pela expulsão das agências humanitárias que atuavam em Darfur. Esta foi a primeira vez que Bashir e Ban estiveram frente a frente desde 4 de março, quando foi expedido o mandado. O TPI é o tribunal permanente da ONU para crimes de guerra, mas é independente do Conselho de Segurança da entidade. Apesar disso, o CS poder pedir à corte que investigue denúncias.

 

O secretário-geral da ONU pediu que os Estados presentes na reunião, entre eles o Sudão, superem as tensões relacionadas à decisão do tribunal internacional, anunciada em 4 de março e vinculada ao papel de Bashir no conflito em Darfur. Ban destacou que os esforços dos ministérios sudaneses, da ONU e das ONG que permanecem em Darfur não bastam para combater a situação de crise humana na região sudanesa.

 

Falando na cerimônia de abertura da cúpula na segunda-feira, Bashir conclamou os líderes árabes em Doha a rejeitar a acusação contra ele e acusou Israel de apoiar rebeldes em Darfur. "Nós apreciamos o seu apoio e esperamos que isso leve a resoluções fortes e claras... que rejeitem essa resolução e exijam seu cancelamento", disse ele.

 

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