Presidente do Supremo paquistanês se abstém de julgar Musharraf

Além de ser chefe do Estado, presidente é o comandante do Exército; oposição é contra a dupla função

Efe,

14 de setembro de 2007 | 05h02

O presidente do Tribunal Supremo paquistanês, Iftikhar Chaudhry, descartou fazer parte da corte que vai decidir sobre a legalidade da dupla função do presidente Pervez Musharraf. Além de ser chefe do Estado, ele é o comandante do Exército. O recurso foi apresentado por Hussain Ahmed, líder da frente oposicionista Jamaat-e-Islami. Ele quer que o tribunal obrigue Musharraf a abandonar seu posto no Exército e proíba a sua tentativa de reeleição. Chaudhry, que recuperou o posto de chefe do Supremo por decisão do próprio tribunal, em julho passado, renunciou a fazer parte do painel de juízes. Ele alegou que não quer colocar em risco a neutralidade da corte, já que foi afastado do cargo por Musharraf em março. A corte de apelação, formada por nove membros, começará as audiências no dia 17 de setembro. A imprensa paquistanesa informa nesta sexta-feira que o governo decidiu na quinta, em uma reunião, apoiar a reeleição de Musharraf sem renunciar a seu cargo no Exército. O ministro da Informação, Mohamad Ali Durrani, aplaudiu a decisão de Chaudhry. O recurso de Hussain Ahmed, aceito dia 29 de agosto, alega que o chefe do Estado-Maior não pode ser presidente do Paquistão, de acordo com o artigo 260 da Constituição. Ele alega ainda que Musharraf, de 64 anos, já superou a idade limite para a aposentadoria compulsória do serviço público, que é de 60 anos.

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