Presidente do Timor assume controle das Forças Armadas

O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, lançou mão nesta terça-feira, 6, de seus poderes de emergência para assumir o controle das Forças Armadas, que usarão "todos os meios necessários, inclusive a força" para deter o militar rebelde Alfredo Reinado.Gusmão fez o anúncio na noite de segunda-feira, 5, depois de centenas de jovens partidários de Reinado se manifestarem diante da Embaixada da Austrália em Díli para exigir a retirada dos soldados australianos do Timor Leste. Trinta deles atacaram com paus, facões e pedras um café da capital.A violência exigiu a intervenção da Polícia das Nações Unidas, que deteve três jovens, segundo o comandante do distrito, Antonio Leitão. Assim, o presidente voltou a assumir os poderes de emergência a que já havia recorrido no ano passado para conter a onda de violência de abril e maio.O primeiro-ministro, José Ramos Horta, disse aos manifestantes que uma retirada das forças australianas era um "sonho inútil". Ele ressaltou que estava disposto ao diálogo e a pedir a Gusmão que retirasse a ordem de detenção se Reinado se entregasse.No entanto, Nino Pereira, porta-voz do Movimento de União Nacional para a Justiça (MUNJ), insistiu na saída dos soldados estrangeiros. Ele afirmou que o presidente não era seu comandante-em-chefe e portanto não tinha que obedecer a suas ordens.Gusmão ordenou na semana passada às forças estrangeiras presentes no país a detenção imediata de Reinado. O ex-militar foi um dos 599 militares expulsos por insubordinação do Exército em março de 2006.

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