Presidente do Timor Leste fala pela primeira vez após atentado

Médicos australianos afirmam que ele poderá receber alta em dez dias; Ramos Horta agradeceu apoio

Efe,

12 de março de 2008 | 00h55

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, falou nesta quarta-feira, 12, pela primeira vez desde o atentado que sofreu no dia 11 de fevereiro. Os médicos acreditam que ele poderá receber alta em dez dias, informou a rádio australiana ABC. De sua cama do hospital de Darwin (Austrália), Ramos Horta agradeceu ao Governo australiano pela ajuda em sua recuperação e as demonstrações de apoio de diversos líderes mundiais. O chefe de Estado do Timor Leste recebeu três tiros, dois nas costas e um no estômago, em um ataque em frente a sua casa perpetrado por soldados renegados leais ao comandante Alfredo Reinado, que morreu no tiroteio. Ele foi operado com urgência em Díli e trasladado imediatamente a Darwin em um coma induzido pelos médicos, enquanto o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso de outro ataque. Gusmão anunciou na terça-feira que o diálogo com os rebeldes está esgotado e que a via militar é "a única saída", depois de as forças de segurança retomarem na segunda-feira a operação de busca dos militares renegados, agora liderados por Gastão Salsinha. Salsinha foi o braço direito de Reinado, que em meados de 2006 liderou os protestos de 599 militares expulsos do Exército por insubordinação, o que gerou uma onda de violência na qual morreram 37 pessoas. A crise também levou ao desdobramento das forças estrangeiras de paz lideradas pela Austrália e as Nações Unidas, e forçou a renúncia do então chefe do Executivo, Mari Alkatiri. O Timor Leste, que alcançou a independência em 2002 como uma das nações mais pobres do mundo, encontra-se imerso desde então em uma instabilidade política que não conseguiu superar após as eleições presidenciais e legislativas realizadas no ano passado.

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