Aaron Ufumeli / EFE
Aaron Ufumeli / EFE

Presidente do Zimbábue pede solução pacífica para crise eleitoral no país

Na quarta-feira, opositores foram às ruas protestar contra o atraso no anúncio dos resultados das eleições realizadas na segunda-feira

O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2018 | 07h42

HARARE - O presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, pediu nesta quinta-feira, 2, uma solução pacífica para as divergências com a oposição, um dia depois da repressão de um protesto que terminou com pelo menos três mortos.

"É mais importante do que nunca que demonstremos união e nos comprometamos a solucionar nossas diferenças pacificamente e dentro da lei", afirmou Mnangagwa. "Estamos em contato com Nelson Chamisa (o líder da oposição) para debater como resolver a situação", completou ele em sua conta no Twitter.

Centenas de seguidores do opositor Movimento pela Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês) tomaram na véspera as ruas do centro de Harare para protestar contra o atraso no anúncio dos resultados das eleições presidenciais realizadas na segunda-feira. Eles denunciaram fraude contra Chamisa, que consideram o autêntico vencedor.

Os protestos foram reprimidos pela polícia e também pelo Exército, com canhões de água, gás lacrimogêneo e munição real. Como resultado, a emissora estatal ZBC confirmou a morte de pelo menos três pessoas.

O presidente do Zimbábue expressou suas condolências às famílias das "vítimas da violência de ontem", considerando que "toda vida é sagrada e suas mortes são uma tragédia, independentemente das circunstâncias".

Ele também disse que pedirá "uma investigação independente" do que aconteceu em Harare para que os responsáveis respondam na Justiça, em prol da "transparência e prestação de contas".

Dia seguinte

As ruas de Harare amanheceram tranquilas, com a população esperando que a Comissão Eleitoral (ZEC, sigla em inglês) anuncie os dados referentes às eleições presidenciais.

A ZEC garantiu que eles serão publicados nesta quinta-feira, e culpa pelo atraso o fato de que os representantes dos 23 candidatos que foram apresentados ainda não verificaram todos os resultados, um requisito legal anterior à sua publicação. / AFP e EFE

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