Presidente egípcio diz que independência de curdos do Iraque seria 'catastrófica'

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi disse no domingo, que um referendo sobre a independência da região curda do Iraque levaria a um desmantelamento "catastrófico" do país, que está enfrentando um ataque violento de militantes sunitas islamistas.

REUTERS

06 de julho de 2014 | 15h56

Os comentários de Sisi, líder da nação árabe mais populosa, indicam um medo crescente na região, de que a divisão do Iraque poderia fortalecer ainda mais os insurgentes, que declararam um "califado" nas terras apreendidas no Iraque e na vizinha Síria.

"O referendo que os curdos estão pedindo agora, na verdade, não passa do começo de uma divisão catastrófica do Iraque, em países rivais menores", disse Sisi em matéria da agência de notícias Mena, do Egito, que falou durante um encontro com jornalistas locais.

O presidente da área autônoma curda do Iraque, Massoud Barzani, pediu ao parlamento da região na quinta-feira, para preparar o caminho para um referendo sobre a independência.

Os cinco milhões de curdos do Iraque, que governam a si mesmos, em relativa paz desde a década de 90, expandiram seu território em até 40 por cento nas últimas semanas, quando os militantes islamistas sunitas tomaram grandes partes do sul e do norte do Iraque.

O Egito, tradicionalmente um peso pesado da diplomacia regional, está envolvido em distúrbios domésticos há três anos, desde que uma revolta em 2011 depôs o presidente autocrático Hosni Mubarak.

Sisi disse que alertou os EUA e a Europa sobre as ambições dos militantes do Estado Islâmico, que encurtaram seu nome, que era Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIL).

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